Como proporcionar Saúde Mental no ambiente organizacional?

Saúde mental no ambiente organizacional: afinal, como proporcionar? Qual a importância? Leia o artigo de Clarissa Dias.

Por: Clarissa Dias

Uma pesquisa global do  Wellcome Trust  mostra em todo o mundo que 92% das pessoas consideram a saúde mental tão importante ou mais importante do que a saúde física para o bem-estar geral.

Segundo a OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE):

  • Em todo o mundo, quase 1 bilhão de pessoas sofrem com um distúrbio de saúde mental e mais de 75% das pessoas em países de baixa renda não recebem tratamento.
  • Em todo o mundo, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com depressão
  • Existem vários tratamentos medicamentosos e psicológicos eficazes para depressão.  

Como garantir bons níveis de saúde mental aos colaboradores?

Segundo a United for Global Mental Health – uma empresa que defende a saúde mental em escala Global, para garantir bons níveis de saúde mental precisamos seguir os seguintes passos:

  1. Detecção e prevenção: Detectar, investigar e mensurar o estado emocional dos colaboradores.
  2. Convocar as partes interessadas a trabalharem juntas pelo compromisso à saúde mental – Líderes de todas as áreas – não somente o RH – precisam levantar esta bandeira.
  3. Remodelar os ambientes que influenciam a saúde mental – Construir práticas internas nas organizações onde possam ser debatidos estes temas.
  4. Fortalecer os sistemas que cuidam da saúde mental – Investimento em Cultura organizacional humanizada, ofertar plano de saúde com cobertura para atendimento psicológico e psiquiátrico.
  5. Capacitar as pessoas com ferramentas de auto-cuidado, autoconhecimento e evolução pessoal – Coaching, imersões de desenvolvimento e autoconhecimento. Desenvolver padrões de enfrentamento e posicionamento. Gestão das emoções.
  6. Disponibilizar conhecimentos sobre hábitos saudáveis – Adoção de padrões de sono saudáveis; exercícios físicos regulares; alimentação, etc.

A síndrome de Burnout (ou Síndrome do Esgotamento Profissional) é um distúrbio psíquico causado pelos altos níveis de estresse e pelo estado emocional desequilibrado, desenvolvidos a partir de condições de trabalho desgastantes. 

É causada por exaustão extrema (física ou mental) e estresse, e a principal causa da doença é o esgotamento profissional, ou seja, o excesso de trabalho.

Aproximadamente 40% dos profissionais desenvolvem altos níveis de estresse. Muito gerado pela necessidade de demonstrar constantemente um elevado grau de desempenho e por medir sua autoestima pela capacidade de sucesso e de alcançar conquistas. Há uma necessidade de ser sempre o melhor e sua satisfação termina quando seu desempenho não são reconhecidos.

Nestas condições, estes objetivos se transformam em compulsão, até que o organismo entre em colapso. A pessoa começa a sofrer com problemas psicológicos, desgaste físico e exaustão, e os sintomas começam a surgir por conta do acúmulo de tarefas, pressão, exigências e responsabilidades proporcionadas pela grande demanda de trabalho.

O que possui do outro lado de uma síndrome de Burnout?

“Se de um lado existe um ambiente organizacional mais opressor, tóxico e que desrespeita os limites humanos, do outro temos um indivíduo que, muito antes de cair em uma síndrome de burnout, já permitiu que fossem ultrapassados muitos outros limites, permitindo ou aceitando de forma passiva diversas e recorrentes situações abusivas.” Clarissa Dias

O que agrava a situação do indivíduo:

  • Percepção do próprio valor apenas a partir de resultados; 
  • Dependência da opinião dos outros para sentir-se com valor; 
  • Expectativas altas do contexto em relação à pessoa; 
  • Comparação frequente com os outros, principalmente desqualificando; 
  • “Eu crítico” acentuado, uma voz interna que nos diz que nada está bom o suficiente.

Do mesmo modo, alguns aspectos relacionados à ansiedade também aumentam a chance de esgotamento – principalmente quando tempo um líder muito ansioso e um colaborador muito submisso: 

• Necessidade excessiva de controle; 

• Busca da perfeição; 

• Ver risco onde não tem; 

• Não considerar os recursos frente aos riscos.

O cuidado de ambos os lados, empresa/lideranças e colaboradores, é imprescindível para que tenhamos ambientes organizacionais mais saudáveis, que permitam qualidade de vida de verdade para todos. 

Clarissa Dias

Sócia e Head de Pessoas da BetaHauss

Psicóloga, especialista em Carreira e Desenvolvimento de Lideranças. Apaixonada por temas como intraempreendedorismo e protagonismo.

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